
Vem meu amor, vem que tá friozinho. Vamos assistir um filme qualquer embaixo das cobertas, pode ser até drama, desde que você venha. Mas venha inteiro, vai ter pipoca.

“E Então eu virei as costas, não precisava continuar parada naquele lugar, com aquelas pessoas hipócritas e falsas. Sai calma e discretamente, como se nada tivesse acontecido, enquanto as lágrimas escorriam quentes pelo meu rosto. Fui embora, mas eu nunca disse adeus.”
- Lara Pavelegini

Ela não é fechada, chata ou emo. Ela é apenas incompreensível. Ela dança no meio da sala de aula, e chora durante uma festa. Ela é filha da raiva e do amor. Incapaz de demostrar o que sente. Sente, sentir, sen-ti, sem ti. E foi assim que ela ficou. Talvez carente, diferente, problemática, estranha, incompreensível. Ela não quer conselhos, quer apenas que alguém a abrace e diga que vai ficar tudo bem, mesmo ela sabendo que não vai. Ela nunca seguiu os padrões de menina certinha, nunca gostou de estudar, nunca se importou com o que os outros achavam dela. Ela se decepciona facilmente e é extremamente frágil, mesmo não demonstrando.
Bom gente, eu vou ficar um tempo fora por causa das provas de recuperação e tals, vai trouxa, muda de escola no meio do ano e só se fode -.- ookay, então se alguém se alguém se importar, eu volto. *-*
(tá, agora vaza porque ninguém se importa. -.-)
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Ela pensa seriamente em suicídio. Acha que todos estão a abandonando. Não só acha, como estão. Ela está louca. Ameaça de morte pessoas das quais nunca a viram. Fala sozinha e fixa o olhar no teto. Mas ninguém nunca procurou entende-la. O seu veneno é o mesmo que o seu antidoto. Ela não tem mais o que fazer nesse lugar. No meio da ignorância e da falsidade. Não tem mais motivos para sorrir. Mas ai ela começa a imaginar: “Criança de 13 anos se suicida. A família e amigos não se conformam com a perda.” É claro que isso jamais aconteceria. Ninguém sentiria falta dela. Ninguém quer saber se ela está bem ou não. E tudo que ela é, é carente. Só isso, ela só queria alguém pra poder chamar de seu. Alguém pra abraçar ela e faze-la feliz. Ela quer morrer pela música, com as cordas do piano sufocando a alma, as teclas cortando o coração como facas, as notas dançando na frente dos olhos e a partitura sufocando o seu último suspiro. Ai ela pensa que essa é a melhor opção, afinal, ela ainda tem muito pela frente. Muitas festas para dançar beijar, muitos segredos a compartilhar e muitas gargalhadas a soltar. Suicídio ainda é uma opção, mas seria infantilidade não conseguir encarar os próprios problemas, a ponto de se matar para resolve-los? Não. Não seria. Mas, não se engane, ela não sorri por vontade. Sorri, pra tirar essa ideia da mente.
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