Levantei do tatame, peguei minhas luvas e fui cambaleando até a porta. Passei na lanchonete mais próxima pra comprar uma Fanta Uva e caminhei em direção a antiga fachada de um restaurante de frutos do mar. Imaginei ter visto ele me esperando com um sorriso no rosto, sentado no tablado de madeira. Pisquei e a imagem desapareceu. Joguei a case no chão e fiquei uns instantes contemplando o vazio enquanto o refrigerante descia forçadamente pela minha garganta. Refleti tudo que passamos juntos ali naquele restaurante abandonado, todos os beijos, abraços e frases românticas. Eu ainda acredito que o motivo de voltar ali era para me libertar de todas essas lembranças, fazer com que elas fossem embora, assim como ele foi.
Lara Pavelegini
Posted 17 décembre 2012, il y a 6 mois | reblog this post
Sinto uma incapacidade muito grande. Não queria te ver partir, entrando no carro e abaixando os vidros. Não queria fechar o portão, sabendo que não tornaria, tão cedo, a te ver ali me esperando. Não queria te deixar ir.
Ah meu amor, como vou sentir falta das brincadeiras, das mordidas, dos beijos, dos abraços e de alguns beliscões, vou sentir falta da sua tentativa boba e fajuta de imitar a minha voz, aliás, vou sentir falta da sua risada boba, tão gostosa de ouvir. Vou sentir falta de te pedir desculpas por quase tudo, das brincadeirinhas com a Graça e das ‘Tripas para fora’, vou sentir falta de tanta coisa, tanta coisa em uma pessoa só.
Meu herói, meu príncipe, meu amor, meu tudo, minha vida.
Lara Pavelegini
Posted 24 septembre 2012, il y a 8 mois | reblog this post
É tudo tão estranho pra mim; logo para alguém que não se permitia lágrimas, mágoas ou sentimentos. O mais estranho é eu me pegar chorando quando o imagino indo embora, me pegar de surpresa ficando magoada com alguma palavra mal-dirigida e o pior de tudo: amar bem mais do que queria, do que me permitia e do que deveria.
Lara Pavelegini
Posted 13 septembre 2012, il y a 9 mois | 1 note | reblog this post
Talvez isso tenha sido a melhor coisa que me aconteceu. Ele me entende, me acalma e me faz rir. Mas como eu nunca tenho sorte o suficiente, isso também tem um prazo de validade: o meu príncipe vai me deixar qualquer dia. Sozinha, nessa cidade pequena, escutando Jota Quest e lembrando-se do seu perfume: lavanda com notas amadeiradas e de toque cítrico. Ele é atualmente meu, até a distância arrastá-lo de mim como um mar de ressaca. Quando você dá sorte, consegue recuperar aquela jóia que perdeu no mar nas últimas férias. Talvez seja assim, talvez eu dê sorte e consiga pegar minha jóia de volta.
Lara Pavelegini
Posted 12 septembre 2012, il y a 9 mois | 1 note | reblog this post
Ele era o causador da sua insônia. Encontravam-se nas escadarias de um antigo cinema, numa tarde quente de sexta-feira. Ele a aconselhava em meio a lagrimas, suco de pêssego e alguns beijos, enquanto gritava a ele para parar de mordê-la. Seu timbre de voz era tão suave, que ela poderia dormir ali com ele passando a mão em seus cabelos e chamando-a de princesa. Talvez ela fosse mesmo uma princesa, a sua princesa.
Lara Pavelegini
Posted 12 septembre 2012, il y a 9 mois | 3 notes | reblog this post

Vem meu amor, vem que tá friozinho. Vamos assistir um filme qualquer embaixo das cobertas, pode ser até drama, desde que você venha. Mas venha inteiro, vai ter pipoca.

 - Menina-problema

Posted 25 juin 2012, il y a 11 mois | reblog this post

“E Então eu virei as costas, não precisava continuar parada naquele lugar, com aquelas pessoas hipócritas e falsas. Sai calma e discretamente, como se nada tivesse acontecido, enquanto as lágrimas escorriam quentes pelo meu rosto. Fui embora, mas eu nunca disse adeus.”

- Lara Pavelegini 

Posted 26 mai 2012, il y a 1 an | reblog this post

Ela não é fechada, chata ou emo. Ela é apenas incompreensível. Ela dança no meio da sala de aula, e chora durante uma festa. Ela é filha da raiva e do amor. Incapaz de demostrar o que sente. Sente, sentir, sen-ti, sem ti. E foi assim que ela ficou. Talvez carente, diferente, problemática, estranha, incompreensível. Ela não quer conselhos, quer apenas que alguém a abrace e diga que vai ficar tudo bem, mesmo ela sabendo que não vai. Ela nunca seguiu os padrões de menina certinha, nunca gostou de estudar, nunca se importou com o que os outros achavam dela. Ela se decepciona facilmente e é extremamente frágil, mesmo não demonstrando. 

Posted 7 février 2012, il y a 1 an | reblog this post

AVISO:

Bom gente, eu vou ficar um tempo fora por causa das provas de recuperação e tals, vai trouxa, muda de escola no meio do ano e só se fode -.- ookay, então se alguém se alguém se importar, eu volto. *-*
(tá, agora vaza porque ninguém se importa. -.-) 
Se quiserem, estou sempre aqui —-> Twitter.

Posted 8 décembre 2011, il y a 1 an | 3 notes | reblog this post

Ela pensa seriamente em suicídio. Acha que todos estão a abandonando. Não só acha, como estão. Ela está louca. Ameaça de morte pessoas das quais nunca a viram. Fala sozinha e fixa o olhar no teto. Mas ninguém nunca procurou entende-la. O seu veneno é o mesmo que o seu antidoto. Ela não tem mais o que fazer nesse lugar. No meio da ignorância e da falsidade. Não tem mais motivos para sorrir. Mas ai ela começa a imaginar: “Criança de 13 anos se suicida. A família e amigos não se conformam com a perda.” É claro que isso jamais aconteceria. Ninguém sentiria falta dela. Ninguém quer saber se ela está bem ou não. E tudo que ela é, é carente. Só isso, ela só queria alguém pra poder chamar de seu. Alguém pra abraçar ela e faze-la feliz. Ela quer morrer pela música, com as cordas do piano sufocando a alma, as teclas cortando o coração como facas, as notas dançando na frente dos olhos e a partitura sufocando o seu último suspiro. Ai ela pensa que essa é a melhor opção, afinal, ela ainda tem muito pela frente. Muitas festas para dançar  beijar, muitos segredos a compartilhar e muitas gargalhadas a soltar. Suicídio ainda é uma opção, mas seria infantilidade não conseguir encarar os próprios problemas, a ponto de se matar para resolve-los? Não. Não seria. Mas, não se engane, ela não sorri por vontade. Sorri, pra tirar essa ideia da mente.  

Posted 11 novembre 2011, il y a 1 an | 3 notes | reblog this post